Evento de Divulgação Científica da UFPR faz sucesso durante o Festival da Cachaça de Jandaia do Sul

Campus Jandaia promove a 2a edição da “Cachaça Científica – a ciência destilada” e coloca o conhecimento científico em diálogo direto com a cultura e economia local
Na tarde-noite do último dia 21 de maio, em Jandaia do Sul, onde está localizado o campus avançado da UFPR, ocorreu o I Festival da Cachaça de Jandaia do Sul. O evento reuniu mais de 50 expositores de todo o Brasil e um público aproximado de 2 mil pessoas em dois dias de atividades. Além de experimentar algumas das melhores cachaças do Brasil – entre as quais, as premiadas Companheira, Estância Moretti e Jamel, produzidas na cidade – os visitantes curtiram muita comida típica e assistiram a dois shows nacionais.
Mas as doses não foram apenas de cachaça, senão, também, de muito conhecimento científico! Durante quase duas horas a “2a edição da Cachaça Científica – a ciência destilada” brindou a plateia com uma viagem que foi do campo ao corpo, passando pelo copo, claro. Aspectos da Engenharia, da Biologia, da Química e da Psicologia envolvidos na produção e na cultura da cachaça foram explorados em quatro palestras que trataram desde a harmonização gastronômica da bebida até o melhoramento genético da cana-de-açúcar.
Entre os palestrantes estiveram o professor de Ensino médio, sommelier e barista, Diego Donat Dalmagro e o Psicólogo Social, professor da UNESP,  José Sterza Justo. O primeiro descreveu o evento como “uma oportunidade ímpar de fazer a ciência circular entre as pessoas que não a estudam ou a produzem diretamente, mas que a vivenciam em sua vida e em seus hábitos, como, justamente, beber uma boa cachaça”; e o segundo ouviu da plateia que aquele momento os “tinha aberto suas mentes e almas para pensar a cachaça além da bebida em si”. A noite encerrou com o doutor Guilherme Berton, pesquisador da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA), com uma fala que atraiu, principalmente, os expositores e produtores. Berton apresentou as etapas de desenvolvimento de variáveis de cana-de-açúcar melhoradas geneticamente, deixando claro a importância da ciência para o desenvolvimento econômico, regional e cultural a partir de seus produtos, entre os quais, a própria cachaça.
O evento repetiu o sucesso de 2019, quando, antes da pandemia, reuniu em um restaurante da cidade quase duas centenas de pessoas para “destilar a ciência”. Agora, a equipe da UFPR Jandaia ocupada da Divulgação Científica já prepara outra novidade: vem aí, em 2023, o “Café Científico – um blend de ciência e cultura” – outra marca da tradição regional e do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.